Zarede encostou-se numa árvore e adormeceu. Sonhou que estava na casa de seu pai. Um pão recém-tirado do forno estava sobre a mesa e uma imensa tigela de um gostoso ensopado de trigo fumegava junto a ele. Uma travessa com as frutas da fazenda enfeitavam aquela bonita mesa e, para completar, uma jarra de leite fresquinho. Seu prato estava cheio e ele apanhou a colher e levou-a à boca. De súbito, acordou. Havia água em sua boca. A lembrança do alimento o atormentava. “Chega!”, falou para si mesmo. “Preciso voltar. Na casa de meu pai todos são tratados com dignidade, e eu aqui valho menos que um cão. Pedirei para trabalhar como um dos seus servos. Viverei muito melhor” (ver Lucas 15:11-32).
Da varanda da casa, Jacó avistou alguém vindo ao longe. Quem seria àquela hora? O sol estava muito quente para alguém estar na estrada! O andar parecia o de Zarede. Ele devia estar sonhando. Bateu em seu rosto. Quem sabe ainda estivesse cochilando. Não estava. Correu em direção à estrada. Era Zarede. Sua alegria era imensa. Seu filho voltara. Suas orações haviam sido respondidas.
Percebeu que suas roupas estavam rasgadas. Para que os empregados não percebessem, tirou seu manto e o colocou nas costas do filho.
– Não, pai, eu não mereço. Quero ser seu servo.
O pai nem lhe ouviu as palavras. Seu filho voltara e era isso que importava.
Ao Jesus terminar esta história, lágrimas corriam no rosto de algumas pessoas. Sentiram-se longe do lar e desejavam voltar. Jesus repetiu algumas palavras preciosas: “Vinde a Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas.”
Ele quer que eu e você estejamos lá. Não importa quão longe eu vá ou esteja, Seus braços sempre estarão abertos para me receber. Nenhuma sujeira é tão grande que Seu manto não possa cobrir.
É hora de voltar. Ele nos espera em Seu lar.
Esta estória se encontra na Bíblia, contada pelo próprio Jesus, para mostrar que não vale apena se desviar dos bons caminhos para buscar a felicidade em caminhos duvidosos. Escolha sempre estar ao lado do Pai.
PAULO MENEZES
