E Ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto. Marcos 6:31
Aquele 5 de setembro foi um dia memorável. Era o início do ano letivo e minha caçula sairia com meus outros filhos, separando-se da mamãe. Levantei-me cedo, preparei os lanches para as três crianças, outro para mim e mais um para Cindy, nosso cão da raça Labrador. Meu esposo sorria afetuosamente, já que sabia do meu segredo.
Eu havia enrolado o cabelo obstinadamente liso de Janna, mas uma noite dormindo com os bóbis não ajudou muito o processo de ondulamento. Mechas lisas de cabelo simplesmente se projetavam aqui e ali. Fiz o que pude, esperando que o vestido novo para a ocasião compensasse aquela ondulação precária. Juntei as sacolas da merenda e toquei as crianças e o cachorro para fora de casa e para dentro do carro. Uma parada rápida na frente da escola, uma despedida lacrimosa, e Cindy e eu fomos para a autoestrada que nos levaria ao nosso dia de liberdade – ou, quem sabe, de consolação.
Uma hora depois, parei o carro no estacionamento quase vazio. Reuni minhas coisas, incluindo o livro Walden, de Thoreau, e chamei Cindy. Começamos o dia percorrendo a trilha de quatro quilômetros e meio ao redor do lago – eu, pisando sobre as primeiras folhas caídas do outono, e Cindy correndo para lá e para cá, farejando. Encontrei um local confortável nas ruínas da cabana de Thoreau e me concentrei no livro da sua vida, olhando a natureza no próprio local. Uns poucos e últimos turistas da temporada passaram por mim, caminhando.
Na hora do almoço, peguei nossos lanches. Cindy gostou tanto do dela quanto eu do meu. Então, demos outra volta, admirando os reflexos na água e as folhas coloridas flutuando serenamente sobre ele. Quando chegou a hora de buscar as crianças na escola, eu havia lido a metade do livro. Chamei Cindy para o meu lado e voltamos ao estacionamento.
Peguei as crianças e saboreei a emoção de Janna com o seu primeiro dia. Parecia haver até um sorriso no focinho de Cindy, enquanto as crianças ouviam a história da nossa aventura. Havia sido bom estar a sós em meio à bela criação de Deus e à alegria do seu silêncio. Venham à parte, descansem, e vejam que isso é bom.
Dessa Weisz Hardin
Aquele 5 de setembro foi um dia memorável. Era o início do ano letivo e minha caçula sairia com meus outros filhos, separando-se da mamãe. Levantei-me cedo, preparei os lanches para as três crianças, outro para mim e mais um para Cindy, nosso cão da raça Labrador. Meu esposo sorria afetuosamente, já que sabia do meu segredo.
Eu havia enrolado o cabelo obstinadamente liso de Janna, mas uma noite dormindo com os bóbis não ajudou muito o processo de ondulamento. Mechas lisas de cabelo simplesmente se projetavam aqui e ali. Fiz o que pude, esperando que o vestido novo para a ocasião compensasse aquela ondulação precária. Juntei as sacolas da merenda e toquei as crianças e o cachorro para fora de casa e para dentro do carro. Uma parada rápida na frente da escola, uma despedida lacrimosa, e Cindy e eu fomos para a autoestrada que nos levaria ao nosso dia de liberdade – ou, quem sabe, de consolação.
Uma hora depois, parei o carro no estacionamento quase vazio. Reuni minhas coisas, incluindo o livro Walden, de Thoreau, e chamei Cindy. Começamos o dia percorrendo a trilha de quatro quilômetros e meio ao redor do lago – eu, pisando sobre as primeiras folhas caídas do outono, e Cindy correndo para lá e para cá, farejando. Encontrei um local confortável nas ruínas da cabana de Thoreau e me concentrei no livro da sua vida, olhando a natureza no próprio local. Uns poucos e últimos turistas da temporada passaram por mim, caminhando.
Na hora do almoço, peguei nossos lanches. Cindy gostou tanto do dela quanto eu do meu. Então, demos outra volta, admirando os reflexos na água e as folhas coloridas flutuando serenamente sobre ele. Quando chegou a hora de buscar as crianças na escola, eu havia lido a metade do livro. Chamei Cindy para o meu lado e voltamos ao estacionamento.
Peguei as crianças e saboreei a emoção de Janna com o seu primeiro dia. Parecia haver até um sorriso no focinho de Cindy, enquanto as crianças ouviam a história da nossa aventura. Havia sido bom estar a sós em meio à bela criação de Deus e à alegria do seu silêncio. Venham à parte, descansem, e vejam que isso é bom.
Dessa Weisz Hardin
